segunda-feira, 30 de novembro de 2015

EVOLUIR

No 4º bimestre, foi ofertado para os alunos do colégio SESI, uma oficina que tratasse da Biotecnologia, tanto no modo de produção alimentícia, quanto como ela pode contribuir a mais para a sociedade. Nesse sentido, foi proposto também um desafio para os educando responderem, "Na indústria de panificação, existe uma demanda cada vez maior por produtos naturais, o que faz com que as enzimas ganhem importância na formulação de seus produtos. Desta forma, como a biotecnologia pode interferis no aumento do volume de produção e na qualidade dos alimentos?" 
Ainda não concluímos todas as atividades, porém, eu já posso ter uma resposta sobre essa questão. Pois, a biotecnologia é a ciência que une técnicas que envolvem a manipulação de organismos vivos para a obtenção de produtos específicos, ou seja, para um determinado fim, ou modificações de produtos, que no caso, os transgênicos também adentraria nesse quesito. Então, esse ramo da biologia, tem um papel interessante e ao mesmo tempo importante para o meio social. Além de permitir a fabricação de determinados alimentos, como o pão, que hoje há diversas variedades, é parceira da agricultura, e nesse caso, é o ponto onde mais identifico. Por que, mais que cursar Engenharia Agronômica, essa é a área em que quero me especializar, Melhoramento Vegetal. Portanto, os conteúdos trabalhados durante o bimestre, nas matérias de Biologia, Química e Geografia, foram as que mas me dediquei, justamente por falar desses assunto. Contudo, me dediquei também, as outras matérias, como em todos os bimestres. Sou uma pessoa inteligente, não o tipo daqueles "gêniosinhos" que existem por aí...sou uma pessoa esforçada, que gosta de pegar um livro, ler o capítulo e resolver os exercícios. Ainda que eu não consiga compreender totalmente os conteúdos, por incrível que pareça, gosto muito de passar a tarde com um livro didático, marca texto, borracha, lapiseira e um caderno em mãos. 
Assim, nesse bimestre eu e, minha equipe cumprimos com tudo o que foi proposto para nós, desde atividades realizadas em sala, trabalhos e, tarefas passadas até agora. Não posso dizer que TODOS os integrantes estiveram dispostos a ajudar nessas atividades, mas, como nem tudo na vida são flores, erguemos a cabeça e fizemos nossa parte, como em uma colmeia, onde cada abelha tem seu papel, e todas focadas em um bem comum, produzir mel e, proteger a colmeia. no nosso caso, produzirmos o nosso E de Equipe EXCELENTE (risos). Estou saindo do colégio SESI muito contente. Pois foi ali, que aprendi a trabalhar em equipe e, conviver com pessoas diferentes e saber lidar com elas, o que não é uma tarefa fácil, mas que também, não é ruim. Que graça teria essa vida, se tudo fosse fácil e adquirido de "mão beijada"?, tomo a liberdade de responder, NADA!
Por outro lado, pensar nas amizades, é delicado. Fiz amizades com pessoas muito queridas, não só com alunos, mas, com professores e funcionários. É fato que, alguns ali, nunca mais vou ver ao vivo e a cores, mas estarão presentes em minhas memórias, nas histórias que irei guardar e dar muitas risadas, como as enormes listas de recuperação de Física, ou os enormes rabiscos  na minha redação que estava definitivamente como diz uma colega minha "uma bosta", "arruma esse argumentos doido aí, Bia" (mais risos). Assim, faço a conclusão dessa autoavaliação com: 
Nesse sentido, trona-se evidente, portanto, que esse ano, foi um período de conquistas, realizações, aprendizados, teve seus altos e baixos, algumas discussões com as equipes no decorrer do ano, mas como supracitado, nada que não haja solução e, definitivamente foi um ano que projetei realmente a minha existência e que pretendo continuar com esse projeto e, sempre procurar EVOLUIR, como a ciência evoluiu e, certamente continuará a abrir esse leque de conhecimentos.
Sem mais,
Beatriz. 

terça-feira, 24 de novembro de 2015

ATITUDE

2015 foi um ano muito importante para mim. Pois, durante esse período foi que eu descobri realmente que curso de graduação fazer. Descobrir não seria, na verdade, a palavra certa mas sim, atitude.
Boa parte da minha família, os que possuem o curso superior, todos são da área de humanas. Advogados, professor de literatura, e psicólogas. As exceções, são das exatas (3 em cada 10 pessoas). 
Eu sempre gostei das matérias de Biologia e boa parte da Química. Com isso, pesquisei melhor sobre as profissões em que eu sempre estarei lidando na prática, com essas disciplinas. 
Assim, me aprofundei sobre Engenharia Agronômica, e me apaixonei pela carreira. Principalmente pela área da biotecnologia. Até porque, a parte da genética sempre foi a que mais me chamou atenção em Biologia. Além disso, é extremamente mágico saber que é possível modificar geneticamente um produto, a fim de atender as necessidades de um indivíduo, como por exemplo, introduzir mais vitaminas a um determinado alimento. Nesse sentido, a matéria-prima vem das lavouras e, o responsável pelos cuidados, desde a escolha das sementes, até a colheita é o Agrônomo.
Como supracitado, minha família é um tanto que conservadora...que partem da seguinte opinião: "Campo não é lugar de mulher!", "Agronomia é profissão para homem". Palavras ditas por pessoas que mais admiro. Por conta disso, tive receio de prestar vestibular para esse curso. Então, coloquei em minha cabeça que deveria partir para as licenciaturas e, estava prestes a cumprir o que era "rotulado" a mim. Tentando enganar a mim mesma sobre o que eu queria realmente fazer. 
Porém, em um roda com amigos, começamos a discutir sobre nossos futuros, expor nossas ideias e desejos depois do Ensino Médio. E foi a partir desse dia, que acordei e, percebi que eu estava querendo uma mentira para meu futuro, uma infelicidade profissional...iria seguir uma carreira que não teria prazer em exercer. E assim, coloquei em minha cabeça que não importa o que as pessoas dizem sobre o que EU quero ser. Mesmo que fosse dizeres de pessoas importantes. Pois, é o meu futuro, quem vai por a mão na terra, sou eu. Opiniões são ditas a todos os momentos, cabe a nós absorvê-las ou ignorá-las.
Desde então, aprendi a ter a Atitude de falar o que eu desejo ser, e ter a postura para enfrentar as críticas e desafios que virão pela frente. E, ser a diferença em minha família, encorajando as futuras gerações que certamente irão passar pela mesma situação.
Estudei, me preparei, e prestei vestibular para a Universidade Estadual de Maringá, para o curso de Engenheira Agronômica, e tive uma enorme surpresa, fiquei em 15 colocação em uma lista de 13 aprovados...Passei. Porém, ainda não fui chamada (risos). Mas o fato de ter chegado muito perto me emociona a ponto de estar digitando em teclas molhadas.
Além disso, outra surpresa foi ver a minha família super feliz com a minha classificação, em um curso que eles julgavam não ser apropriado para o sexo feminino. Todos me deram os parabéns, abraços apertados e até trotes antecipados (mais risos). 
A um mês atrás fiz a inscrição novamente para o vestibular de verão, na própria UEM, e estou me dedicando ainda mais para esse processo seletivo. E tenho fé que dessa vez a minha vaga vai estar garantida dentre as 13 pessoas da lista. 
Hoje é dia 24 de novembro de 2015, exatamente no dia 17 de dezembro desse ano, estarei recebendo um documento que estou pronta para ingressar na faculdade, e após cinco anos, ter nas mãos outro documento que comprovará que eu estarei apta a exercer o papel de Engenheira Agrônoma.
E assim, deixo essas palavras, em um texto de tema qualquer, que me foi proposto. Ademais, agradeço a todos os meus professores e amigos que me deram apoio. Desejo manter contato com todos, para que daqui a 5 anos, possa agradecer novamente por eu ter chegado até lá, onde concretizarei meu sonho.
Um grande abraço a todos que irão ler.
Sem mais, 
Beatriz Almeida.